novembro 28, 2022

Gestão do Conhecimento: atual ou “démodé” ?

Gestão do Conhecimento atualmente é visto como um tema “démodé” com a mesma intensidade que o rock antigo e as roupas e cabelos punk … O importante agora é inovar, dizer que faz algo que nunca ninguém fez e nem pensou. Afinal, a era é da tecnologia e temos abundância de dados.
É necessário ter um BI e dominar os assuntos relacionados à Ciência de Dados, pois chegaremos a ter Big Data e quando chegarmos a este ponto aí precisaremos conhecer de tudo para que possamos continuar no caminho certo, da inovação.
Além do Big Data, também é necessário dominar tudo o que tange a inteligência Artificial, pois já começam as primeiras iniciativas em Saúde e em breve os pacientes serão até operados por robôs…
A Inteligência Artificial vai dominar o mundo de uma forma que nem a natural, dos humanos tem dominado hoje.
Será mesmo este o panorama de futuro? Mesmo que tenhamos abundância de dados e tecnologia “de sobra”, é necessário organizar estes dados em informações e estas em conhecimento, além de dar a elas o contexto para que ganhem significado e se tome a melhor decisão.
O conhecimento sempre será a “chave mestra”. Não me refiro apenas ao conhecimento explícito, contido em livros, artigos e outras fontes e nem apenas ao conhecimento tácito adquirido ao longo da graduação… Me refiro ao conhecimento adquirido diariamente, quando os profissionais conseguem identificar por exemplo a possibilidade de um distanciamento do paciente a partir de determinada situação vivenciada. Ou ainda o conhecimento sobre a melhor forma de lidar com crianças que passam por algum tratamento. Neste momento, para os leitores da área de saúde, exemplos não faltam para ilustrar tais situações.
E a proposta de disseminar este tipo de conhecimento dentro da equipe é melhor que esperar que os novos profissionais recém-formados passem por anos de experiência para não cometerem os mesmos erros. E “de quebra” os profissionais mais experientes se sentirão valorizados, reduzindo assim, a rotatividade. Em consequência os indicadores agradecem e o BI servirá para apontar qual o próximo ponto a ser resolvido.
Hora de atualizar o estilo de rock, e de avaliações; misturar com novas tendências e deixar emergir as propostas de inovação, sejam elas incrementais ou disruptivas, pois o importante não é “inovar por inovar” e sim, inovar para atender às novas estratégias, novo contexto e demandas.

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