outubro 7, 2022

Dados são o novo petróleo

Há alguns anos havia dúvida sobre esta afirmação. Hoje, estamos próximos à entrada em vigor da LGPD e temos a certeza de que de fato os dados são o novo petróleo. Afinal, por que haveria tanta preocupação em proteger dados se eles não trouxessem tamanho valor agregado?  

Mas para a gestão apenas obter dados já basta?

Imagine se você chegasse agora para abastecer o seu carro e pedisse para completar o tanque com petróleo…  Isso iria funcionar?

Pode parecer no mínimo estranha a comparação, mas de fato é o que muitas vezes ocorre  nas Organizações. Elas passam por longo processo de escolha das ferramentas de BI (Business Intelligence), criam “desenfreadamente” indicadores e dashboards e depois de algum tempo só utilizam uma pequena parcela do que foi criado. Em outros momentos, visualizam a “alta concentração” de indicadores em cor vermelha nos dashboards mas não concluem exatamente o ponto do processo onde devem atuar, qual “o parafuso se deve apertar para que a máquina volte a funcionar”.

O que te dizem os dados: 60, 29.000.000, 9.000.000, 42.000.000, 70%? Pensando de maneira abrangente ou aleatória, nada.

O que falta neste cenário? Falta contexto, muitas vezes falta trabalhar os dados, que provavelmente estarão em um BI, ou mesmo em planilhas, transformá-los em informações relevantes e trazer à tona o conhecimento da rotina, os problemas habituais e como na prática funcionam os processos. Falta trazer as dificuldades que o processo prescrito não previa para explicar as variações que são tão bem representadas no dashboard do BI.

E a melhor maneira de obter este conhecimento e preencher os gaps pode ser envolvendo ativamente a equipe que vivencia estas situações e trazendo o que elas têm de melhor a oferecer: seu capital intelectual, seu conhecimento.

Antes que me esqueça, quanto aos dados comentados neste texto, que tal saber que se referem ao envelhecimento populacional do Brasil? Em 1990 havia 9 milhões de pessoas com idade a partir de 60 anos, saltando para 29 milhões em 2018, onde 70% dependem exclusivamente do SUS, conforme muito bem explicado pelo Dr. Drauzio Varella em uma apresentação realizada nesta semana, a qual tive a oportunidade de assistir via web.   Se os dados podem ser comparados ao petróleo, o conhecimento se torna o novo combustível, necessário para movimentar as organizações. É hora de se preocupar em produzir o melhor combustível, pois o novo petróleo já “está ganho”…

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