outubro 7, 2022

A importância da Colaboração e compartilhamento das informações na rotina dos profissionais de saúde

“Há cerca de dois anos, recebi  um paciente encaminhado por um neurologista,  com sequelas de um  AVC ocorrido seis meses antes.

O paciente, apresentava alguns sinais de disfagia e disartria e estava sendo acompanhado também por uma fisioterapeuta. Ele estava tendo uma boa evolução até que a partir do segundo mês começou a apresentar sinais de involução. Os movimentos dos órgãos fonoarticulatórios começaram a reduzir de forma rápida, em duas semanas houve perda dos movimentos da fala.

De imediato, tive a iniciativa de comunicar ao neurologista responsável e à fisioterapeuta, que também nos relatou sobre a redução dos movimentos do braço direito e dor na escápula. Ao perceber a abrupta mudança no quadro clínico do paciente e atento às nossas sugestões, o neurologista rapidamente solicitou vários exames, através dos quais confirmou a suspeita de Esclerose Lateral Amiotrófica. Tendo uma rápida atuação, foi prescrito o medicamento necessário ao paciente, conseguindo reverter o quadro.

Em uma atuação segregada e com escassez de informações, talvez a percepção sobre a mudança no quadro demorasse a ser percebida e o tempo decorrente até a tomada de decisão não fosse o suficiente para que o paciente recuperasse seus movimentos e sua qualidade de vida.

Num segundo momento, tive a oportunidade de compartilhar com outra equipe este conhecimento  agregado, durante a condução do tratamento em um caso similar. Os relatos trouxeram sinais de alerta e agilizaram as tomadas de decisão, contribuindo para o tratamento. “

Mediante a este relato de uma fonoaudióloga, pense na situação de sua Instituição. Quantos problemas poderiam ser evitados com uma boa comunicação e uma equipe multidisciplinar trabalhando de forma colaborativa?

Além do fator mais importante do processo: a saúde do paciente. Quanto seria possível reduzir do desperdício, dos 19,8% gastos com reinternação (conforme apontado por pesquisas da IBSP), das 36,17 mil mortes por eventos adversos que poderiam ter sido evitados (conforme revista Galileu de 2018) através de uma comunicação fluida e do trabalho colaborativo?

Estes são números gerais, mas já está pensando em sua Instituição ?

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