outubro 7, 2022

Lean, Agile, Design Thinking ou Inteligência Artificial ? O que de fato importa?

Você quer Lean, Agile ou Design Thinking em sua Instituição? Ou a proposta é ser Inovador e promover a Transformação Digital? Talvez uma ferramenta baseada em Inteligência Artificial ou Inteligência Cognitiva resolvam os atuais problemas … O quem sabe a aquisição de um BI com a geração de um Big Data. Precisamos também do palco e “pufes coloridos” para dizer que temos tudo o que é moderno?

E se eu te contasse que por trás disso tudo o que importa não são as técnicas e sim a essência colaborativa e o conhecimento retido, combinado e entregue no momento certo ao tomador de decisões e à equipe envolvida?

Vamos lá .. Aquela ferramenta de BI que custou alguns milhares em sua implantação e que já está lotada de dashboards fará o trabalho de resumir em números e representações o que foi executado. No entanto, ela mostrará os outliers e as médias ruins, que não se alinham às metas dos indicadores e precisarão ser explicados para que possam ser trabalhados. E como se explica? Através do conhecimento sobre os problemas, os processos, os imprevistos, o que deu certo em um caso similar mas que deu errado neste caso específico que está sendo analisado. Ah ! Só para alertar… Talvez se o processo da instituição estivesse ao menos definido (o que também requer conhecimento), seria necessário um menor número de indicadores para descrever o contexto.

O grande diferencial que as metodologias ágeis (ou Agile) trouxeram para a TI se devem à entrega de valor de maneira mais rápida, embora fracionada. E isso só se tornou possível devido às técnicas que partiam do trabalho colaborativo, da descentralização e disseminação de conhecimento dentro das equipes de desenvolvimento de software. Rituais, post-its, programação em pares, reuniões em pé são apenas meios, formas de alcançar o potencial de colaborativo das equipes e fazê-las explicitar seu conhecimento de negócio e tecnológico.

Propostas Lean se modernizaram e geraram inúmeras técnicas, as quais também têm como centro a geração e disseminação do conhecimento dentro da equipe envolvida.

Quanto à Inteligência Artificial, tudo bem que sabemos de alguns poucos casos como os robôs do Facebook e o do Google mas até eles necessitaram como ponto de partida, que fosse inserido em linhas de códigos, testes e treinos o conhecimento de especialistas.

Por este motivo, o conhecimento e por sua capacidade de comunicação e colaboração é que os profissionais não serão substituídos pela IA e sim apoiados.  

Não sou contra a tecnologia, muito pelo contrário, venho desta área. Mas tenho plena consciência de que ela é meio, não fim.

Então por que não podemos falar de Gestão, Conhecimento, Colaboração para pensar em Inovação? O importante é compreender o contexto, as mudanças, o seu cliente para transformar e informatizar. Só não se esqueça que muito além dos pufes coloridos, e dos incontáveis aplicativos que surgem, o que de fato é a competitividade e isso só se ganha com qualidade, abrangência e percepção pelo cliente.

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