outubro 7, 2022

COVID-19 : Um Teste também para a Gestão

O mundo foi colocado à prova pela COVID-19.

Quem dera fosse apenas uma prova de estatística, clínica ou técnica…  Mas pelo contrário, é uma prova que vai muito além, que testa desde a capacidade de análise científica até a habilidade de rápida adaptação do ser humano a novos cenários.

A adaptação agora se faz necessária na forma de interação interpessoal, bem como entre as organizações e seus funcionários, tão acostumadas às reuniões presenciais e às vezes até ao controle do horário da força de trabalho e  agora se deparam com a dificuldade até mesmo de manter seus funcionários sem ter que demitir, bem como obter seus lucros.

A transformação digital deixou de ser o diferencial competitivo ou a grande meta do plano estratégico para os próximos anos e se colocou como algo necessário, urgente e que pode ser o divisor de águas. A ressignificação dos valores e propósitos e seu rápido processo de digitalização e transformação de suas operações para o meio e forma de gestão descentralizada e digital devem determinar quem conseguirá prosseguir enfrentar atual situação de crise de quem “precisará baixar as portas”.

E nas Instituições de Saúde? Neste meio o cenário é ainda mais grave. Trata-se da vida dos pacientes e dos profissionais de saúde que atuam na linha de frente e que dependem de uma boa gestão.  A Gestão de recursos, que dará acesso a equipamentos e medicamentos necessários para administrar durante a crise, uma boa Gestão de pessoas, essencial a quem está na linha de frente.  Estes, inclusive, já estão mais que acostumados com a Gestão de Riscos, pois ela faz parte de sua rotina. A comunicação precisa ser clara, sem ambiguidades e mais importante que garantir que foi feita a comunicação é garantir que foi recebida e compreendida corretamente. 

Para este enfrentamento, a Gestão do Conhecimento tem papel fundamental.  Desde a utilização de uma ferramenta de BI que permita acompanhar, classificar, comparar e tentar prever alguns comportamentos até a importância que deve ser dada ao conhecimento tácito de profissionais mais experientes. Afinal, como trazer para este combate recém-formados que tiveram suas formaturas antecipadas, conforme autorizado pelo MEC através da portaria 374/20?

As análises estatísticas e ferramentas de BI sem dúvida apoiam nas tomadas de decisão, mas seria ainda mais impactante o acesso ao conhecimento gerado ao longo dos tratamentos ocorridos em outras Instituições e até mesmo outros países, que sofreram antes do Brasil a primeira onda desta pandemia. E não podemos em momento algum deixar de mencionar o grande conhecimento que está sendo produzido através de pesquisas e disponibilizado em artigos, propagado em vídeos e lives que alguns destes pesquisadores realizam.

Mas indo além de um modelo de Gestão, a pandemia trouxe a necessidade de auto-organização, empoderamento para embasar a tomada de decisão realizada a cada momento, o comprometimento e principalmente a capacidade de trabalhar não somente com equipe mas como parte da equipe, de forma colaborativa. Atuações rápidas são necessárias e a solução é construída a cada ciclo, aprendendo, entre acertos e erros, mudando e se readaptando. Que os verdadeiros líderes consigam emergir e todos encontrem um caminho mais seguro, rumo à vitória. E entre as lições aprendidas, que após a pandemia permaneça a de que a “união faz a força”!

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